AS ESTAÇÕES DA VIDA

Estações da Vida - Contigrejas Contabilidade Online

15

jul

“Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu...” (Eclesiastes 3.1).


Aprendemos ao longo das nossas vidas a conviver com as estações que nos cercam a cada ano: primavera, verão, outono e o inverno. De acordo com as estações nós comemos, nos vestimos, dormimos, descansamos, mudamos hábitos. As estações sempre trazem novas perspectivas sejam boas ou más. Um inverno rigoroso pode ser muito prejudicial, assim como um verão muito longo e principalmente sem chuvas. Eu quero chegar a realidade de que as estações influenciam a forma como vivemos.

 

Mas há também as estações da vida em que também sofremos mudanças, e as podemos comparar as estações do ano: primavera, Infância; verão, juventude; outono, maturidade; inverno, velhice. Estas estações correspondem mesmo à realidade? A meia idade é a estação da maturidade? A velhice é de fato o inverno, cinza e opaco? Não. Assim eu creio. Vemos jovens com atitudes amadurecidas e pessoas de meia idade com atitudes infantis. Vemos pessoas consideradas velhas vivendo com alegria e muito vigor. Há um grande índice de suicídios no Brasil e são de adolescentes. Então, de que estações em nossas vidas são muito mais importantes do que todas estas?

 

São as estações vividas pelo ser humano, que de forma maravilhosa estão descritas em um poema num dos livros mais importantes e realistas da Bíblia: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz” (Eclesiastes 3.1-8).

 

Veja como ficam as estações: Vida: Nascer, morrer, arrancar, plantar. Emoções: Matar, curar, derrubar, edificar, chorar, rir, prantear, alegrar-se. Ação: espalhar, ajuntar, abraçar, buscar, perder, guardar, rasgar, costurar, calar e falar. Relacionamentos: Amar, aborrecer, guerra, e paz.

Tudo tem o seu tempo (3.1) “tudo tem a sua ocasião própria”. É dentro deste ciclo que a vida humana se desenvolve de forma contínua. Ele está tratando a vida aqui enquanto matéria, tocável e palpável. Todas as pessoas estão inexoravelmente fadadas a viver estas estações da vida. Por isto a vida, em determinados momentos, parece é um monte de recortes, bons ou ruins, que você rumina, lembra todos os dias. Tudo tem a sua ocasião própria, tudo tem o seu tempo… Já comeu um caqui fora do tempo? Abacaxi? Melancia? Quando se invade o tempo, o sabor é amargo, insosso.

 

Meninas que engravidam aos 10,12, 14 anos de idade. Jovens que são pais fora do tempo, em vez de estarem vivendo as estações da vida a atropelam e perdem o sabor que ela pode proporcionar. A adolescente, a jovem, que engravida antes do tempo, paga caro pelo filho que devia ser gerado no coração, antes de ser gerado num ato sexual sem compromisso e de prazer. O filho pode ser uma grande benção quando fruto de amor e no tempo certo. Quando se sai do tempo em que é pra ser formoso, segundo Deus, fica sem forma, desformoso: “Deus fez tudo formoso”, (Eclesiastes 3.11).

 

Há o tempo de construir e desconstruir (3.2-5) construção e desconstrução, plantar e arrancar, edificar e derrubar, espalhar e ajuntar. Saber o que plantar, pois colhemos o que plantamos. Plantar e colher, lei da colheita: “Quem planta verdade colhe lealdade, quem planta amizade colhe compromisso, quem planta confiança colhe grandeza, quem planta contenda colhe solidão, quem planta ódio colhe amargura, quem planta amor colhe ternura”.

 

É preciso construir: construir pontes, sem pontes como atravessar rios. É preciso construir ruas: sem elas transitar seria mais difícil. Mas é preciso construir relacionamentos duradouros, ninguém é uma ilha, não podemos viver sós e só pensar em nós. Não fomos criados para isso. Precisamos de amor, compreensão, do dar e receber, de mãos estendidas e precisamos compartilhar. O convívio com outras pessoas é enriquecedor e acontece em meio a desapontamentos, o que nos faz crer que seria melhor evitar relacionamentos.

 

É preciso desconstruir: arrancar, derrubar. O importante não é somente construir, mas saber desconstruir. Há momentos que a desconstrução é fundamental, indispensável. Você defendeu valores, que já não podem se sustentar e não há razão de que eles existam. Ódio, é preciso deixar de odiar arrancar o que não frutificou arrancar ervas daninhas que matam embora eu admita que há realidades que não devem ser derrubadas jamais: Pv. 22. 28 não removas os antigos limites que teus pais fizeram. Desconstrução e reconstrução, reconstrução e desconstrução. A vida vai se desenvolvendo nestes ciclos. Saber construir e desconstruir.

 

Tente tratar com uma pessoa cujo coração jamais se quebranta? Não como há como. Tente ensinar alguém quando ele não se abre para receber. Estenda a mão a um soberbo, e ele jamais se abrirá para ser admoestado: “EC 4.13. 13 Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar. Sem que haja desconstrução, não como reconstruir.

 

Mas, o essencial, não se pode deixar Deus de fora das estações da vida. Estes ciclos têm um fim para terminar, e ficar presos a eles, sem se renovar é fracassar. Há um fim determinado para todos: tempo de morrer. Como continuar vivendo a vida, mesmo depois que os ciclos passarem? O autor descobriu que viver todos estes ciclos da vida, mais terminar num túmulo, jazigo perpétuo, no “jardim da saudade”, viver de novo, mas sem saber se é você mesmo, não vale à pena. Deus é semeador do eterno:…Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade… (3.11). Deus é semeador do perdão e da graça. Veio o tempo da vida, veio o tempo da morte. E graças a Deus veio o tempo da morte, Jesus morreu e morreu para escapássemos ao ciclo definitivo da morte eterna, longe de Deus. “Deus colocou no coração do homem a ideia da eternidade. virá o tempo da justiça, mas antes já veio o tempo da graça: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele”, (João 3.16,17).

 

Quando entendemos o eterno, quando seguimos a alguém que é eterno cuja morte não o venceu, não entramos no ciclo final de que tudo termina na sepultura, num jazigo perpétuo bem erigido, mas podre por dentro.

 

Pr. Roque Carvalho



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