É FÁCIL SER BOM, DIFÍCIL É SER JUSTO

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out

Fazer justiça a um só em detrimento da grande maioria não é democrático. A democracia vence sempre pela maioria, mas nem sempre é justa.


 

Quatro comerciantes chineses se reuniram para tentar achar uma saída para acabar com os ratos que estavam destruindo o algodão. Juntos, decidiram adquirir um gato. Combinando que cada um deles tinha direito a uma das pernas do gato. Algum tempo depois, o gato machucou uma das patas. O comerciante que era dono daquela pata fez um curativo e encharcou a pata com óleo, para acelerar a cura. Pouco tempo depois, o gato, distraído, aproximou-se do fogão e o curativo, encharcado em óleo, pegou fogo. O animal saiu correndo em disparada entre os fardos de algodão, que se incendiaram, destruindo todo o estoque. Os três comerciantes, proprietária das pernas intactas, entraram com uma ação contra o quarto comerciante, que, segundo eles, havia provocado tudo ao colocar óleo na perna do gato. O juiz, decidiu o caso da seguinte forma: “Ora, ; o gato estava incapacitado em relação à perna que pertencia ao réu está claro que o algodão só pegou fogo por causa das três pernas restantes, que lhe permitiram correr. Portanto, são culpadas as três per­nas e os proprietários delas é que devem pagar os prejuízos e as custas do processo”. Polêmico? Aceitável? Justo?

As leis são criadas para que haja justiça, aos juízes, hermeneutas cabe interpretá-las e aplicá-las. No entanto, em vários casos as injustiças acontecem por uma má interpretação da lei. Não é muito fácil ser justo, é mais fácil ser bom. È muito mais fácil dar esmolas, construir creches, dar bolsas básicas de alimentação. Mas, ser justo não é tão fácil. Fazer justiça a um só em detrimento da grande maioria não é democrático. A democracia vence sempre pela maioria, mas nem sempre é justa.

Na Bíblia encontramos o sábio Salomão tendo que tomar uma decisão de vida e morte.  Duas mulheres tiveram filhos, mas, durante a noite, uma delas matou acidentalmente o seu próprio filho. No dia seguinte, ambas alegavam que o filho sobrevivente era o seu. Salomão teve que tomar uma decisão. Mandou que a criança fosse partida em duas e cada uma recebesse a metade. A mãe verdadeira abriu mão do filho para que ele vivesse, mesmo que o perdesse para a outra. A outra, dura, impenitente, disse; “Não será minha e nem sua. Cortem-na ao meio” (1ª Reis 3.26). Salomão, então, fez justiça mandando a entregar o filho a mãe verdadeira. É muito difícil julgar corretamente, mais é fácil ser bom.

 

Deus é um juiz perfeito, o mesmo que deu a Salomão a capacidade de julgar corretamente, ele é um juiz justo: “Deus é um JUIZ justo, um Deus que sente indignação todos os dias”,(Salmos 7.11). Ele se indigna todos os dias com a maldade e corrupção. Mas haverá um dia em que a justiça será feita. Assim creio.

pr. Roque Carvalho

 

 

 

 

 



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