INTOLERÂNCIA E LIBERDADE RELIGIOSA  

13

jun

Temos por exemplo o islamismo que é muito intolerante com outras religiões, sejam quais forem.


Quem segue a justiça e a lealdade encontra vida, justiça e honra. (Pv. 21.21)

A lei brasileira defende o direito religioso de todos que se encontra estabelecido no artigo 3°., inciso IV, da  Constituição Federal: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: […] promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer ou­tras formas de discriminação”.

É preciso que se entenda que a lei tem por objetivo dar liberdade religiosa não apenas a religião cristã: evangélicos ou católicos. A todas as religiões com seu templos, sinagogas, mesquitas e centros espíritas, como os locais públicos ou privados onde se pratica o culto religioso. Quando se fala de direitos religioso, é preciso que fique claro que nenhuma religião pode ser imposta ao outro de forma arbitrária e coercitiva.  É importante destacar que a Constituição Federal/88, em seus artigos 5°., inciso vi, e 19, inciso i, estabelece a liberdade religiosa e de culto, independentemente de credo, o respeito aos locais de culto e a separação entre Estado e igreja.

Gilberto cita um acontecimento algum tempo trás, de um incidente envolvendo um grupo pessoas pertencendo a uma igreja, que ao “evangelizar na praia em meio a uma cerimonia um-bandista”, o grupo foi condenado pela justiça a pagar multa por “invadir” o espaço de outro grupo religioso visando a fazer proselitismo e denegrir sua expressão de religiosidade e suas crenças.

O Brasil vive um clima de aceitação pacífica de todas as religiões, e os excessos de qualquer lado têm sido coibidos seja pela sociedade, pela justiça, seja pelas próprias lideranças eclesiásticas.

A liberdade religiosa é importante, no entanto, radicalismo e extremismo são perigosos e geram retaliações. Temos por exemplo o islamismo que é muito intolerante com outras religiões, sejam quais forem. O alcorão é muito claro quando se trata de olhar para outras religiões e incentivar a intolerância: “Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho. Sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo. (Surata 9.5). O Alcorão é interpretado literalmente e caso os “idólatras” não se arrependam devem ser mortos. Quem são os “idólatras”? Adorar a Jesus, por exemplo, é um ato de idolatria por condenação à morte. Jesus não pode ser adorado, não é Deus e não morreu na cruz. Quem Jesus nos Alcorão: O Messias, filho de Maria, não é mais do que um mensageiro, do nível dos mensageiros que o precederam; e sua mãe era sinceríssima…” (Surata 5. 72)

 

Muito do que pratica hoje o Islamismo muitos cristãos já praticaram utilizando o Velho Testamento. Vide a perseguição na Idade Média contra pessoas que foram assassinadas de formas cruéis em nome de Deus. O Holocausto foi o extermínio premeditado de mais de 6 milhões de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. É, até hoje, o maior exemplo de intolerância religiosa e cultural.

Creio na graça derramada em Jesus Cristo.  Falemos sobre a graça, em nenhuma outra religião existe “graça”: para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, (Efésios 2. 7).

 

Não há como comparar a graça, não há como medi-la, ela está para além de várias realidades do que cremos. A graça é incomparável, porque Cristo é incomparável.

Pr. Roque Carvalho

Texto baseado no livro de Gilberto Garcia ( o Direito Nosso de Cada Dia)



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