O $HOW TEM QUE PARAR”.

30

nov

A igreja “moderna” sucumbiu diante das tentações do mundo. O que Cristo recusou e rebateu com a Palavra em sua tentação no deserto, hoje muitos líderes e seus ministérios aceitam e praticam: o cristianismo do espetáculo.


 

“Igreja não é empresa, Evangelho não é comércio, pastor não é gerente, crente não é cliente, e benção não é produto”.

O pastor Paulo Siqueira, Igreja Batista Memorial, é o autor e líder do movimento “O Show tem de parar”. Para ele, a igreja precisa voltar ao “evangelho puro e simples”. Ele propõe e um retorno ao Evangelho que Jesus pregou. Na sua visão a igreja se tornou empresa: “Hoje temos cursos de administração eclesiástica, porque a igreja tem que ser administrada, mas lamentavelmente, administrada como um negócio”, afirma! Com esse mercado a vista, nasce a figura do “pastor profissional”, ou seja, o homem de Deus capacitado para orientar e administrar esse mercado. O pastor já não pastoreia ou conhece as pessoas, ele se transformou num gestor.

A igreja “moderna” sucumbiu diante das tentações do mundo. O que Cristo recusou e rebateu com a Palavra em sua tentação no deserto, hoje muitos líderes e seus ministérios aceitam e praticam: o cristianismo do espetáculo. Cantores Gospel cantam onde paga-se mais, e as igrejas em vez de celebrações se tornaram um evento.

Luís Sayão, hebraísta, coordenador da Bíblia NVI, e pastor da IBNU, Igreja Batista Nações Unidas, SP, disse que os membros de igreja se tornaram viciados em adrenalina, uma “droga”, voltada para sensações e emoções. Quando a igreja em que ele pertence não tem grandes eventos ele simplesmente vai para outra em busca da “droga”, pois ele se tornou um “viciado”. Com isso nasce a igreja para divertir, emocionar. O culto é avaliado pela emoção e sensacionalismo de pregadoras e pregadores carismáticos.

A grande realidade é que a Igreja Brasileira não tem feito diferença nesse pais. Há corrupção no Congresso, as prisões estão abarrotadas de presos de todos os níveis sociais, a nossa televisão é imoral, as bancas de jornais são imorais, exibem todo o tipo de revistas pornográficas; temos a uma das festas voltada para um divertimento vulgar, o Carnaval. Não é estranho que tanta gente “cheia do Espírito Santo” não faça diferença na nossa nação?

Concordo plenamente com Warren Wiersbe, a igreja vive uma crise de integridade, e precisa enfrentar os seus pecados: Durante dezenove séculos a igreja vem dizendo ao mundo que reconheça os seus pecados, arrependa-se e creia no evangelho. Hoje, no crepúsculo do século vinte, o mundo diz à igreja que enfrente seus pecados, arrependa-se e comece a ser a verdadeira igreja desse evan­gelho. Nós, os cristãos, gabamo-nos de não nos envergonharmos do evangelho de Cristo, mas talvez esse evangelho se envergonhe de nós

Não há salvação sem remissão de pecados, e isso dinheiro nenhum no mundo compra. Não há milagre maior do que um ser humano reconhecer o senhorio de Cristo em sua vida.

“VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES, O $HOW TEM QUE PARAR”.

Roque Carvalho



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