O verdadeiro sentido da Páscoa

28

mar

No Velho Testamento, a Páscoa era uma das sete festas celebradas pelo povo judeu.


Assim como o Natal, a Páscoa foi perdendo o seu real significado, servindo apenas de interesse comercial. Não varrer a casa na sexta feira, não pentear o cabelo na sexta feira e não comer carne nada tem a ver com verdadeiro sentido da Páscoa, são tradições e crendices populares sem nenhum respaldo bíblico, assim como ovos de páscoa.

 

No Velho Testamento, a Páscoa era uma das sete festas celebradas pelo povo judeu.  Ela foi instituída por Deus quando o seu povo estava cativo no Egito. Podemos entender o seu significado a partir do livro de Êxodos (12: 1 a 28). A Páscoa está relacionada com a décima praga, a morte dos primogênitos.  Durante aquela noite, o “anjo da morte”, passaria por toda a terra do Egito tirando a vida do primogênito de cada família (ÊX. 12.12).   A única forma de evitar a morte do primogênito era o sacrifício de um cordeiro ou cabrito sem nenhum defeito.  Eles deveriam ser sacrificados e comidos até o amanhecer acompanhados de pães ázimos (pães sem fermento), e com ervas amargosas (Êx. 12:1 a 10).

 

Pães ázimos, sem fermento, significava a pressa em sair do cativeiro, não dava tempo de esperar a massa fermentar.  Ervas amargosas, tinha a finalidade de lembrá-los o sofrimento do cativeiro.  A parte principal era o sangue do cordeiro, que deveria ser fixado na verga e nos umbrais da porta, protegendo a entrada por inteiro, (Êx. 12.7,22). Quando o “anjo da morte” passasse, as casas que não tivessem em suas portas o sangue do cordeiro em sua volta, teriam o seu primogênito morto.  As casas marcadas pelo sangue do cordeiro, o “anjo da morte”, Páscoa, pesah, passaria por cima. A palavra Páscoa, significa passar por cima.  Foram poupados da morte somente os primogênitos que estavam protegidos pelo sangue do cordeiro.  A Páscoa é símbolo de libertação, pois somente depois dela, é que Faraó libertou o povo de Deus (Êx.12: 23 a 36).

 

No Novo Testamento, a Páscoa teve um significado para os judeus de libertação da opressão e da escravidão impostas pelos egípcios.  Ela tipificava a Jesus Cristo, o verdadeiro cordeiro de Deus, que libertaria os oprimidos e escravizados pelo pecado: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29). “Cristo a nossa Páscoa já foi crucificada por nós (1ª Cor. 5.7).  “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebeste de vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo” (1ª Pedro 1.18,19).   “…o sangue de Jesus seu filho nos purifica de todo pecado” (1ª João 1.7).   “Se, pois, o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36).  “Para a liberdade Cristo nos chamou; permanecei pois firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão” (Gálatas 5.1).

 

Assim como os judeus foram protegidos da morte pela marca do sangue em suas portas, e foram libertos da escravidão e opressão dos egípcios, aquele que recebe o Senhor Jesus em sua vida, recebe a marca, o sangue do cordeiro, que o liberta da opressão e escravidão do pecado.

 

 

Pr. Roque Carvalho



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