POR QUE FALHAM OS PROJETOS HUMANOS?

28

nov

E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar...


E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
e depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar

(Aquarela de Toquinho e Vinicius)

 

O futuro é comparado pelo poeta a uma astronave com rumo indefinível, o qual as pessoas tentam pilotar, mas não conseguem. Ninguém pode pilotar o futuro, ele faz mudanças e não avisa, chorar e rir são inevitáveis. O pior de tudo e que nessa caminhada ninguém sabe onde vai parar. A grande realidade é que na visão do poeta a o futuro é incerto, a vida é insegura e não há como evitar isso

Como então fazer projetos? Como pensar que daqui a alguns anos você fará o que planejou? Já pensou que você está fazendo planos para uma viagem, filhos, e tudo isso é incerto! Creio que em parte o poeta tem razão, os projetos humanos falham, mas na visão da Palavra de Deus, na qual eu creio e me guio, há uma explicação porque falham os projetos humanos, e ainda como programá-lo.

Na epistola de Tiago, há três realidades pelas quais os projetos humanos falham. Primeiro, os projetos humanos falham pelo desconhecimento do futuro: “Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida?’ (Tiago 4.14a). Quem é capaz de saber o dia de amanhã? Há presunçosos que acham que a leitura da vida, advinhar o futuro através dos astros, das cartas, e de outros artifícios, é uma possibilidade. Pobres mortais! Há um ditado que diz o seguinte: Há aqueles que acham que sabem. Há os que sabem. Há os que sabem que não sabem. E há os que não sabem que sabem”. Sobre o futuro essas pessoas não sabem.

Segundo, os projetos humanos falham pela fragilidade da vida: “Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa” (Tiago 4.14b). A vida é comparada a uma neblina, um vapor, quando  é exposta ao sol ela se dissipa, desaparece no ar. Assim é o ser humano, frágil, perene, temporal. O homem faz planos para o futuro, mas a morte pode impedir esse plano. A morte é implacável. Não respeita cor, sexo, idade, raça, hora, plaquinhas de diretor, pobre, rico, ela vem e impõe, não dialoga, simplesmente termina tudo. Anacreonte, músico lírico grego, morreu com um caroço de uva na glote.

Terceiro, os projetos humanos falham por programar a vida deixando Deus de fora: “Ao invés disso, deveriam dizer: “se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo” (Tiago 4.15). Não está errado em ganhar dinheiro, não está errado fazer projetos, não é errado sonhar com o futuro, mas Deus não pode ficar de fora dos projetos. Em lugar de você dizer, amanhã eu vou, deveria dizer se Deus quiser que eu viva eu viverei, se o Senhor quiser! Somente Deus conhece o próximo dobrar da esquina.

Somente Deus e eterno e pode saber o futuro. Deus sabe “pilotar” o futuro e a história está em suas mãos, e Ele sabe muito bem onde a estrada vai dar, o poeta não. Deus não pode ficar fora de todos os projetos. Se ele não estava incluído, convide-o a fazer parte. Não deixe Deus de fora, seu projeto fracassará.

Roque Carvalho



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