SORTE OU AZAR?

30

nov

Sorte ou azar, essa é tônica em que muitas pessoas conduzem as suas projeções de vida. A loteria e tantos jogos de azar exploram a necessidade humana prometendo: “Que sorte tem quem acredita nela”.


“Um velho camponês tinha um cavalo que era seu bem maior. Certo dia, o cavalo desapareceu. Os amigos do velho camponês lhe disseram: ‘De fato, você não tem sorte! ‘. Ao que o homem respondeu: ‘Sorte ou azar, quem sabe? Mas, eis que, semanas depois, o cavalo voltou para a fazenda, acompanhado de doze cavalos selvagens. Disseram, então, ao velho camponês: ‘Você tem mesmo sorte! Ele respondeu: ‘Sorte ou azar, quem sabe? ‘ Cheio de alegria, o filho do camponês montou num dos cavalos selvagens, partiu galopando, caiu e quebrou uma perna. Os amigos disseram ao pai: ‘Realmente, isso não é sorte! Ele, entretanto, balançou a cabeça: Sorte ou azar, quem sabe? Ora, o país estava em plena guerra civil. Passando pelas aldeias, os soldados levavam à força os rapazes em idade de carregar uma arma. Só o filho do camponês escapou. Você tem sorte’, disseram os amigos ao velho camponês. ‘Sorte ou azar, quem sabe?

 

Eu poderia me valer da história acima, e aplicar a um personagem bíblico, mas com outro final. José foi o filho da velhice de Jacó. Como filho mais novo gozava de todos os privilégios de seus pais em detrimento dos outros irmãos, tinha visões futuristas (Gênesis 37.3, 4,5): Sorte ou azar, quem sabe? Mas os seus irmãos tinham inveja dele e o odiavam. Armaram uma emboscada para assassiná-lo (Gn37. 18): Sorte ou azar, quem sabe? Mas o venderam para o Egito a uns mercadores e ele foi parar na casa de um general Egípcio que lhe deu todas as regalias e confiança (Gn 18.28, 36; 39. 1,2): Sorte ou azar, quem sabe? Sendo ele jovem e bonito foi assediado pela mulher do general, negando-se foi injustamente acusado e preso (Gn 39. 6-23): Sorte ou azar, quem sabe?  Na prisão, interpretou os sonhos de dois homens presos, copeiro e padeiro, por ofenderem ao Faraó. Um deles voltaria a sua função diante do rei, o copeiro, e assim surgiu a esperança de que ele intercedesse por ele junto ao faraó, mas ele esqueceu de José (Gn40. 1-23): Sorte ou azar, quem sabe? Mas, ouve outro sonho do Faraó e o copeiro lembrou de José, que interpretou os sonhos e se tornou o homem de confiança do Faraó, assumindo o maior posto que alguém poderia assumir na maior nação do mundo de sua época (Gn 41.37-45): Sorte ou azar, quem sabe?

Sorte ou azar, essa é tônica em que muitas pessoas conduzem as suas projeções de vida. A loteria e tantos jogos de azar exploram a necessidade humana prometendo: “Que sorte tem quem acredita nela”. Quem arrisca pode ganhar e quem não arrisca jamais ganhará. A lógica pode estar certa, mas não a probabilidade. Entre milhões de jogadores, apenas haverá alguns privilegiados. Milhões passarão toda a sua vida nas filas da loteria todas as semanas, sem jamais passar perto do resultado. E mesmo que tenham chegado perto, passarão longe…  

 

No caso de José, ele entendeu que não era sorte nem azar, mas a mão Deus conduzindo a história e a sua vida em todos os momentos. Havia um plano divino por trás de sua vida, transformado mal em bem: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos”, (Gênesis 50.20)

NEM SORTE E NEM AZAR, MELHOR CONFIAR NUM DEUS QUE PODE MUDAR AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA.

Lembro do dito popular, Se quiseres, confia na pata do coelho: mas lembra-te de que ela não deu sorte nem sequer ao coelho”. E de outro dito: “Aquele que usa ferradura atrás da porta para ter sorte, tem a mentalidade suficiente para um dia a usar na sola dos pés”.

Roque Carvalho



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