VERGONHA DE SER HONESTO

30

jun

“Assim a justiça retrocede, e a retidão fica à distância, pois a verdade caiu na praça e a honestidade não consegue entrar. Não se acha a verdade em parte alguma, e quem evita o mal é vítima de saque. Olhou o SENHOR e indignou-se com a falta de justiça”. (Is. 59.14,15).


A situação de nosso país é vexatória e lamentável. Toda essa situação se estendeu por todas as cidades e municípios. Isto não é novo. Através do profeta Isaías Deus expôs a situação da nação de Israel e a corrupção e falta de verdade que todos viviam: Assim a justiça retrocede, e a retidão fica à distância, pois a verdade caiu na praça e a honestidade não consegue entrar. Não se acha a verdade em parte alguma, e quem evita o mal é vítima de saque. Olhou o SENHOR e indignou-se com a falta de justiça”. (Is. 59.14,15).

Em 1914 Rui Barbosa fez este desabafo em 17 de dezembro, ao defender seu Requerimento de Informações sobre o Caso Satélite. As palavras  se encaixam perfeitamente nos diz de hoje e a situação do nosso país:

A FALTA DE JUSTIÇA, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.

 

 A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

 

 

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

 

 Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade”.

 

 Todos deveria tremer diante de Deus. Há um justo juiz que não se pode corromper: “Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias, (Sl 7.11) Foi por isso que afirmou o presidente americano Thomaz Jefferson: “Temo por meu país quando penso que Deus é justo”.

Pr. Roque Carvalho

 



Comente: